Madrugada
Sentado numa comfortável poltrona
Lamentando ao som do silencio
Prestigiando o momento estático
Intacta está minha sobra na parede
A luz que invade a janela
Com muito sacrifício chega a um terço do cômodo
Raios da lua refletidos no espelho
Meu olhar estasiado
Só consegue agir em função medo
Meus pensamentos corroem meu estômago
E tocam de leve meu coração
Meu corpo mal consegue mover-se
Só quer ficar alí
Apreciando o doce barulho do vento
Sentado numa confortável poltrona
Um pobre saltimbanco trapalhão
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